NOTÍCIA

O profissional e a bioquímica

Algumas considerações iniciais sobre o profissional e a bioquimica...
Quem lesionar menos músculos chega primeiro!…Tanto no campo esportivo como nas atividades laborais cotidianas, as pessoas exigem a todo instante algum nível de trabalho por parte de sua musculatura voluntária. Se essa exigência for demasiadamente forte para a capacidade adaptativa do músculo solicitado, surgirão indícios de que está havendo algum tipo de incompatibilidade entre a carga aplicada e as possibilidades do músculo nela envolvido, de suportá-la impunemente. Comumente, somente após sentir os sintomas de que algo não anda bem com algum músculo é que os indivíduos procuram tomar providências para evitar um agravamento do problema. Entretanto, quando surgem os sintomas as lesões já estão instaladas em um grau de gravidade que, em não raras oportunidades, obriga as pessoas a deixarem de utilizar regularmente aquela musculatura. Ou seja, ficam impedidas de realizar movimentos que podem ser de suma importância para seus desempenhos na vida.É muito importante, portanto, que se possa detectar o quanto antes qualquer mínimo indício de excessivo estresse muscular, de maneira que seja possível evitar que uma lesão, ainda incipiente, atinja um estado de maior gravidade e que fatalmente requererá medidas mais drásticas e impeditivas da continuidade da performance normal cotidiana.Todavia, esta detecção não é muito fácil de ser realizada quando se empregam os meios tradicionais, como os clássicos testes de provas funcionais da musculatura, pois quando uma destas avaliações identifica uma perda de rendimento funcional, o problema já existe em estado adiantado.O músculo, como todos os outros órgãos do nosso corpo, é feito de células…Considerando que quando um músculo é utilizado em um patamar capaz de estimular processos adaptativos ocorrem, nas suas células,entre outras, alterações bioquímicas e hematológicas, enzimáticas e não enzimáticas, que podem ser observadas por meio de análises bioquímico-hematológicas, os exames clínicos despontam como um instrumento refinado que pode contribuir efetivamente para o controle do estresse muscular. Só que para interpretar os resultados desses exames laboratoriais são necessários muito mais estudos do que parece. Esta é a idéia central desta publicação, questionar o quanto de entendimento existe em dosagens bioquímicas “ inventadas” ou de “moda” hoje em profissionais que trabalham com atletas. Será que existe preparo por parte de profissionais das áreas de educação física para interpretar ou realizar avaliações bioquímicas ?

O tema foi lançado, agora nos resta debater !

 

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